Laserterapia de baixa potência: em que tipo de dor ela ajuda
Laser é uma daquelas palavras que criam expectativa errada nos dois sentidos. Tem quem imagine algo agressivo, com queimadura e cheiro de consultório. E tem quem espere um resultado imediato e definitivo. Não é nem uma coisa nem outra.
O que é
A laserterapia de baixa potência aplica luz em comprimentos de onda específicos sobre a região a ser trabalhada. É um recurso usado como apoio em quadros de dor e no processo de recuperação dos tecidos.
“Baixa potência” é a parte que muda tudo. Não é o laser que corta nem o que se usa para remover pelo. A energia envolvida é pequena, e o objetivo não é gerar calor.
Dói? Sente alguma coisa?
Não dói, e é justamente aí que a maioria das pessoas se surpreende.
A aplicação é rápida e indolor. Você não sente calor nem incômodo; a maioria das pessoas descreve como se nada estivesse acontecendo. É comum alguém perguntar, no meio, se já começou.
Isso costuma gerar desconfiança, e eu prefiro tratar disso na hora: não sentir nada não significa que nada esteja sendo feito, do mesmo modo que a gente não sente o sol trabalhando na pele no primeiro minuto. Mas também não é motivo para prometer mais do que se pode.
Como é a sessão
A sessão dura cerca de 30 minutos e costuma ser combinada com outras técnicas, conforme o seu caso. Na prática, raramente eu faço só laser: ele soma bem à reflexologia ou à auriculoterapia, ampliando o alcance do atendimento.
Em que casos costuma ser indicada
Eu costumo sugerir em:
- Quadros de dor localizada, em que dá para apontar a região
- Situações que pedem apoio à recuperação dos tecidos
- Combinações, quando a queixa tem um ponto específico e também um componente difuso
Repare que o critério é a dor ter endereço. Quando a queixa é difusa, cansaço geral, sobrecarga sem lugar certo, o laser não é a primeira escolha; a reflexologia responde melhor.
O que a laserterapia não é
Esta é a parte que eu não abro mão de dizer.
A laserterapia é um recurso complementar. Ela não substitui investigação médica, fisioterapia prescrita nem medicação. Se a sua dor é nova, intensa ou está piorando, o caminho é investigar antes. Uma dor que muda de padrão está dando uma informação, e cobri-la com alívio antes de entender é uma má ideia.
Também não é técnica milagrosa nem substituta de tudo o que você já faz. Ela entra somando.
Quantas aplicações
Depende do quadro e de quando ele começou. Como em todo o resto do meu trabalho, eu prefiro combinar um ciclo curto, reavaliar junto e dizer com franqueza quando não estiver mudando nada, em vez de emendar sessões indefinidamente.
Se você tem uma dor localizada e quer saber se faz sentido no seu caso, me conte o que está acontecendo. Às vezes a resposta é laser, às vezes é outra técnica, e às vezes é procurar um médico primeiro.